A Invenção de Hugo Cabret - Entre Sujeitos e Verbos

08/08/2014

A Invenção de Hugo Cabret

Uma homenagem a George Meliés e seu legado


A Chegada de um Trem na Estação, 1895
A invenção do cinema é atribuída aos irmãos Auguste e Louis Lumière. Eles foram os primeiros a produzirem e projetarem em uma tela fotos em alta velocidade que reproduziam com excelência (para a época) movimentos. O primeiro filme, La Sortie des usines (A Saída dos Operários da Fábrica, 1895), retratava justamente isso, em quase um minuto de duração. A partir daí se seguiram uma série de curtas, produzida pelos irmãos Lumière, mostrando coisas simples, como L'Arrivée d'un train en gare de La Ciotat (A Chegada de um Trem na Estação, 1895), onde na sala de projeção pessoas saltaram da cadeira ao verem um trem vindo em sua direção. Vários filmes foram realizados do fim do século XIX ao início do século XX. Os irmãos, porém, não viam futuro em sua invenção. Não podiam estar mais errados!

Ilustração do Livro A Invenção de Hugo Cabret,
 
baseado numa foto do filme Le voyage dans la Lune (1902),

de George Meliès.
Grande pioneiro da narrativa fantástica nas telonas, George Meliès fez mais de 500 filmes, de diversos gêneros. Grande explorador de efeitos visuais, investiu em seus filmes. Criativo, sagaz. Um sonhador. É em homenagem a esse grande cineasta que Brian Selznick construiu A Invenção de Hugo Cabret (The Invention of Hugo Cabret, 2007). A narrativa mista do livro causa a sensação híbrida provida pelo cinema, onde a imagem junto ao áudio são armas para a construção da narrativa, de forma lógica. De forma paralela, as ilustrações fantásticas e a narrativa simples e direta facilita o dinamismo e a imersão na história. Uma visão cinematográfica impressa em páginas e encadernada. Uma digna homenagem ao construtor de sonhos, o senhor Meliès, que engatou a segunda marcha da elegante, fantástica, idealística e belíssima sétima arte.

*Os filmes de Meliès estão disponíveis gratuitamente em domínio público. A obra completa do cineasta não está disponível, já que parte dela foi perdida ou destruída com o tempo.


Veja abaixo o curta de George Meliès, Le voyage dans la Lune (1902):




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